terça-feira, 14 de outubro de 2008

vinho tinto

jú mancin

d °_° b desolation row, bob dylan

só mais um delírio etílico

banhado à vinho e desespero

nicotina, alcatrão e a dose certa de morphina pra matar

a dor...

da minha janela vejo a noite escura

assombros de solidão rondam minha cela

na vitrola um bob dylan insistente

grita um folk já ultrapassado [e ainda vivo]

e meu caminho se faz entre estradas que rodam

sem parar

me lembro de outra vida

de outra casa

me lembro de um jardim agora sonolento e silente

sinto sonhos que me carregam pro passado

sinto medo!

sua ausência é minha ruína

seu silêncio é meu silêncio

penso nas terras distantes

terras que me visitam em segredo

que deixam marcas discretas

em meu diário desesperado.

que saudade eu sinto dos amigos enjaulados

cavalos selvagens são bonitos selvagens

não deveriam sofrer

cavalos selvagens, cavalos selvagens

não deveriam ser domesticados.

o último e derradeiro gole me derruba.

procuro a cama

encontro o chão, outrora macio,

agora gelado e duro!

esse amor morre comigo...

4 comentários:

Beto Renzo disse...

oh, Tchuca... que bonito. Não vou escrever nada profundo pq se não estraga... é bonito e pronto.

Um devaneio disse...

A imagética ..me permitiu até visualizar belos cavalos...
Ah! cavalos selvagens.Livres.
correndo ao vento.
...
Minha lindeza..esse foi inigualável.

Lu disse...

wild willllld horses...

Lu disse...

wild willllld horses...

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