terça-feira, 28 de outubro de 2008

...

jú mancin

d °_° b faith no more

não consigo entender onde foi que tudo se perdeu, em que beira de estrada eu me deixei, me troquei por outra, por essa que não sou eu, que não consegue se olhar de frente, nem de lado, essa que não consegue mais se olhar por dentro.

essa dor que não passa.

esse estado de confusão mental, ora por conta da medicação, ora por conta da agitação em que se encontram todos os meus sentidos...sempre me assustou essa coisa da loucura...parece que eu sempre soube que algum dia eu me encontraria nos braços da mãe-insanidade...só não pensei que chegasse tão cedo...

é estranho caminhar na rua, esquecer das coisas, perder os caminhos...me pego chorando, imaginando que minha próxima perda, pode ser a dos valores, aqueles que cultivei, ao longo dos anos...

de manhã, custo a crer que o dia raiou, desejo uma enxaqueca ou qualquer boa desculpa que me permita ficar na cama, com a janela fechada, no escuro...

a noite, o sono não chega. eu giro de um lado a outro, e não consigo dormir, até que o remédio [ou a TV] façam efeito...

nem de longe me sinto à vontade em meio às gentes que me rodeiam, quando riem me sinto mais triste por não encontrar o motivo do riso, me afasto, me escondo e choro sozinha...

todos os dias, em algum momento do dia, penso em me jogar dessa ou daquela ponte, ou usar a velha corda do balanço que me embalou a infância como passagem pra terra do nunca, mas logo mudo de idéia, por coragem ou covardia. seria uma bobagem não mais desfrutar do cheiro da chuva, dos fins de tarde em jurupema, da velha roda de amigos, dos carinhos, dos afagos, da saudade daquilo que merece que eu tenha saudade, seria uma bobagem...

acendo um cigarro, completo a xícara de café, abro, pela milionésima vez aquele livro, que misteriosamente engrupiu na página 23, me detenho ao número, desisto da leitura...

fecho os olhos, não pra dormir, fecho os olhos pra não ver...volto a enxergar aqueles dias, aquelas tardes de sol, coração quente batendo no peito, lágrimas teimosas despencam pela face...o sal do choro é tão diferente do sal do mar...

abro os olhos. é noite! escuro...silêncio...medo!

enlouqueci...

6 comentários:

Lu disse...

Se vc abrir os olhos, eu vou estar aí do teu lado.
Se estiver escuro, levo uma lanterna ou acendo o isqueiro.
Se estiver silencioso demais, eu convoco a nossa banda de calçada que é melhor do que todas as do planeta.
Se estiver com medo, a gente canta Latino e engole pipoca.

Prometo que um sorriso vc há de esboçar.

Te amo.

june carter disse...

"o sal do choro é tão diferente do sal do mar".

por isso te ddigo: deixe de ser boba e perder tempo e va se divertir pulando umas ondas, pegando um jacare, tomando uma raspadinha enquanto cata umas conchinhas...
a beleza esta tao proxima de vc... a beleza esta ate mesmo em vc...
mas se for dificil enxergar, peca ajuda pro mar.

quem me dera esta perto dele e poder pedir ajuda.

nao perca tempo... faca visitas mais constantes a ele.
e pare de ser boba... vc nao esta ficando louca. todas nos ja ficamos loucas a tempos.
e AINDA BEM.

beijos.

june carter disse...

ps. quando estiver a caminho da praia, vai ouvindo mutantes.

Lu disse...

boa, june.

vamos nessa, querida? back to mutantolandia?

beijo

Anônimo disse...

E esse dialogo realmente existiu !
Um dialogo carregado de saudades, porém bem brega como sempre !

bjus as duas loucas do pé rachado !

JNane disse...

Um perigo...se apropriar da vida!

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