quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Meu Orfeu

Jú Mancin

d °_° b Killing Moon, Echo & The Bunnymen

Eu definitivamente não quero coisas.
Não me dê coisas.
Eu quero poesia.
A luz que clareia as curvas da minha estrada.
Não que eu tenha medo do abismo. Ao contrário. Tua luz me empurra pra ele.
E é só o que eu quero.
Queda-livre!
E talvez, o chão macio me espere lá embaixo.
Talvez uma rede pra matar minha sede.
Ou, apenas Caronte, o barqueiro, disposto a me jogar aos pés de Hades.
Não se engane, Orfeu! Não me engane!
Estarei te esperando no reino da morte, longe de Cérbero, à margem do Estige.
Use sua voz pra me devolver à vida. E por favor, não olhe pra trás, nem morta eu toleraria ver-te nos braços das Mênades

3 comentários:

Maria Helena disse...

agora é tarde...

Eurídice disse...

Mas não é nem meia-noite!

Sunset disse...

=,( chuifz, que lindo

Dizem que no fundo dos abismos (pode parecer contraditório) tem um colchão de espuma que tu te afundas até o fim e sai em outra dimensão...

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