quarta-feira, 26 de julho de 2006

MISSÃO: DESTRUIR OS EXÉRCITOS AZUIS...

Jú Mancin

Ouvindo Would?, AIC

Tava aqui vagando pela NET, e encontrei um POST sensacional, num blog, que contava a saga de um dia ruim. Em meio à uma crise existencial, um sujeito interessante sai pra caminhar olhando pro chão, e se depara com uma cartinha do WAR, que dizia o seguinte, SUA MISSÃO: DESTRUIR OS EXÉRCITOS AZUIS.

Isso é demais! Imagina, receber instruções à cada crise existencial. Só fico imaginando o tipo de instruções que eu receberia.

Risos...dá até medo!

Depois eu penso mais sobre isso! Vou sair pra caminhar e ver se encontro algum Manuel de Instruções para viver...

Fim do inverno...

Jú Mancin


Ouvindo o álbum Sweet Oblivion, Screaming Trees

Oooow, faz tempo hein, tava me sentindo sufocada com essa ausência desse meu diário.

Minha vida tá um CAOS, cheia de trabalho, projetos e coisas. Nesse período afastada me entreguei a um Banco de Dados, muita música, muitos e-mails, o que aliás, também pode ser a causa desse afastamento, eu prometo, querido BLOG, que um dia ainda publico aqui, um dia de e-mails trocados com pessoas insanas.

Tô feliz. Vou ver o Chico Buarque, sonho muito sonhado vai virar realidade. E anciosa também, Beastie Boys esse ano ainda no TIM Festival, quem sabe?! O negócio é sentar e esperar, com o fone no ouvido e o volume bem alto.

Bom...sem grandes assuntos por hoje, era só pra dizer que ainda estou aqui, ainda tenho o que dizer, mesmo que seja para ninguém ouvir.

Fui...

E só pra não perder o costume....DÁÁÁÁÁÁ-LHE CHIVAS!

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Refação

Lu Minami

Ouvindo: qualquer coisa do Leonard Cohen, prá doer de verdade.

Todo ano eu passo por algumas semanas de "refação". É, como em propaganda. Não tem campanha que precisa de refação? Eu também preciso.

Passo algumas semanas mais sozinha, mais concentrada em mim, esquecendo um pouco da dor dos outros, olhando para meu umbigo que estufa por causa das células gordas ao redor. Tem gente que me conhece há tanto tempo que nem percebe mais. Acho que se acostumaram.

Mas o fato é que eu canso. Eu chego num ponto de impaciência com o ser humano e suas besteiras. Eu alcanço um degrau acima para olhar para todo mundo e dizer: Seu bostinha! Não quero mais sua verborragia ou a falta dela. Não tolero mais essa sua incompetência para sentir e falar o que pensa e assim, sentir e falar tudo errado. Não suporto mais esse rótulo que você carrega na bolsa e mostra para quem quiser como se fosse uma insígnia da polícia. Não consigo mais sorrir de mentira, dizer doçuras, quando na verdade a única coisa que preciso é olhar duro nos olhos e dizer que não, eu não gosto mais.

Esse estado de fúria e rancor é rápido, quase não dá para descrever porque em seguida, mergulho em outro lugar. Começo a pensar se o mundo que vivo é de verdade. Se minhas ações, palavras, pensamentos e sentimentos são realmente sinceros. Fico pensando se não sou condicionada ou manipulada o tempo todo. Fico imaginando se o acaso existe mesmo ou se tudo faz parte de um suposto destino, entrelaçado em cada dia da minha vida, cada pessoa que cruza meu caminho, tudo que ouço, vejo, pego, cheiro. Meu estado de confusão permanece por mais tempo. Me vejo no trânsito olhando para o meu reflexo misturado com os outros rostos apáticos de São Paulo. Será que não é apenas um retrato? Uma foto tirada as pressas, que monta um álbum de fotografias sem importância?

Quando fico confusa demais para distinguir um semáforo de uma foca, entendo que é preciso racionalizar. Penso nas razões que me levam a sair da cama quente todo dia e alcançar o despertador do outro lado da cama, gelado. Me pergunto se vale a pena ter uma cama tão grande e um despertador tão barulhento. Faço tantas perguntas que as respondo com mais perguntas. Quero descobrir em 10 minutos porquê existo. E, antes de entrar numa convulsão cerebral, me agarro numa resposta simples e emocionada.

Vivo porque é preciso. Vivo por causa de todos os clichês que já vivi e os que ainda estão para chegar. Vivo por causa de todas as bizarrices que presenciei e por todas aquelas que ainda se levantarão na minha frente. Vivo porque a felicidade só acontece quando se sabe o que é estar triste de verdade ao ponto de dormir desesperada e acordar chorando. Vivo porque a tristeza, a decepção e a desilusão são capazes de desembaçar meus olhos. Vivo porque compreendo e sou incompreendida e vice-versa. Vivo porque todo ser humano precisa sentir a liberdade, mesmo que por algumas semanas. Esta razão me basta.

E então, desço daquele degrau e volto para o degrau que me pertence nesse enorme latifúndio.

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Back to Neverland

Lu Minami

Ouvindo: Wild horses, Rolling Stones.

Parecia os velhos tempos. A noite, a rua, a cerveja... tudo tinha gosto e cheiro dos anos que já passaram.

Começou no sábado. Sabe como é, junta a galera na frente de casa, traz uma cerveja e uma tequila. Vira uma, duas, três, quatro! Alguém trouxe um taco de beiseball de criança para brincar e aquilo virou uma brincadeira bizarra, misturado ao relato confesso de um amigo durão que viu um filme suspeito do Alexandre Frota. Sem querer, é claro.

Para quê telefone, se existem walkie talkies? E para que se juntar em casa, se existe a rua, a música, a madrugada toda? Dava quase para ouvir os lostboys quase desaparecidos gritando: Dancem! Dancem! Pulem, rolem na grama!
Cá entre nós, a gente é bom em perceber esse tipo de recado e obedecer.

No domingo ressaqueado, amanhecido na dor de cabeça e no gosto de cabo de guarda chuva, a Copa do Mundo. Verde e amarelo. Churrasco e cerveja. Figurinhas e álbum da FIFA. Gol. Paqueras novas e antigas. Golaço. Discursos inflamados. Escapadinhas para buscar uma blusa, para pagar uma aposta, para tomar outra cerveja. Como se chama quem gosta de viver a vida de noite?
É, boêmios. Voltamos a ser boêmios e amigos, como nunca.

Durante a semana, outro jogo. Outra festa, um grande aniversário. Uma grande amiga. E tudo de novo, como anos atrás. Das risadas aos bons e velhos papos. Das músicas aos xavecos. Das alfinetadas esquecidas à esperança de ficar tudo igual sempre.

É assim mesmo. Quando a gente teima em crescer, Neverland nos puxa para dentro e nos oferece um cigarro e uma cervejinha.

Me diga você:
Dá para recusar?

E a gente grita, em coro: No fuckin way!

terça-feira, 20 de junho de 2006

Tem?

Lu Minami

Ouvindo: A night in Tunisia, Ella Fitzgerald.

Eu acordo em alguns dias muito feliz da vida e quando chego em casa, depois do trabalho, desato a chorar sem motivo. E não tem mesmo nada no meu dia que me faça triste de verdade, mas eu deito a cabeça no carpete e ouço alguma música triste dos meus Cds tristes e choro. Acho que é porque a vida é mesmo um drama e a gente fica se pregando peça o tempo todo.

Tem pessoas, por exemplo, que você sabe que ama, mas não quer mais ver por um tempo porque tem preguiça do jeito, das mesmas palavras e do corte seco que a voz dela causa no coração da gente. Como tem gente que você nem precisa ver para saber o quanto ela é importante.

Tem telefonemas que você esperou a eternidade para atender e quando você vê lá o nome piscando e dizendo "Por favor, me atenda", a única coisa que você quer é desligar e dormir em paz o resto da noite.

Tem dias que você acorda chorando e pode ter certeza: na véspera você passou da conta ou alguém exagerou e passou dos limites do aceitável com você. Então, permaneça na cama até o choro acabar e respire fundo e rápido durante alguns minutos. Tome uma aspirina e olhe rápido para o céu que com certeza vai ser azul, porque o mundo pode ser difícil e ingrato, mas não é maldoso e te quer mal.

Tem filmes que te colocam num mundo diferente e te fazem querer isso, aquilo, aquele lugar com aquela pessoa, naquele tempo, tomando aquele café e justamente, fumando aquele cigarro, depois daquele sexo. E quando você sai do cinema e olha para o lado pensa que tudo aquilo ali que te restou é o mundo e é muito melhor que Toscana, Sicília, Paris ou Ambroise naquela película amarelada e que te lembra um outono distante.

Tem madrugadas difíceis, onde você só encontra essa pessoa que não te entende e não sabe se encontrar dentro dos seus olhos e do seu estômago e insiste na possibilidade de continuar no mesmo lugar que está, sem ao menos um gesto de despedida. Mas daí, você que é corajosa, levanta rápido e olha para a noite fresca, azul-escuro e com cheiro de dama da noite a entrar pelas frestas de uma janela que adora que você debruce nela.

Tem tudo isso e tem muito mais.
Não tem?

Se tiver ou não... não é uma beleza?

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