terça-feira, 10 de junho de 2008

Caindo do caminhão

Lu Minami

Ouvindo: The greatest
(Cat Power)


E aí, zás, algo mudou.
E bem, uma viagem pelo centro de si mesma, foi o bastante.
[nunca será o bastante]

Para perceber que a vida sai pelas beiradas e tem que tomar cuidado para não transbordar e ferrar tudo, limpar tudo de novo.
[chorar o leite derramado]
E para se desconcertar com o mundinho antigo que ela fazia questão de manter, com toda a bagunça e os cheiros antigos.
E com toda a catástrofe que se instalou, todas as lágrimas que rolaram, dignas de um dramalhão vazio, ela deitou no colo da mãe. Mais um pouco, só para eu me sentir segura de novo.
Por que esse mundo é tão grande? E por que eu tenho que esperar tanto para entender tão pouco?
E ali, em meio àquele edredom molhado, descobriu que vai precisar soltar o passarinho que mora no seu peito. Sem medo de morrer, sem medo de construir um ninho.
E que tudo pode ficar exatamente igual ou melhor, numa vizinhança diferente.
...Once I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feeling...

3 comentários:

jú mancin disse...

na mosca Lu!!!

saudade e beijo!!!

Daniel disse...

Gosto do que leio aqui.
Mesmo que as vezes eu fique tentando entender o que se passa na cabeça de quem postou.
Bom demais esse blog.
beijos

Beto Renzo disse...

É Lu, o mundo é muito grande... o nosso mundo de dentro.

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