sexta-feira, 21 de outubro de 2011

.sombra.e.silêncio.

ju mancin

d °_° b much better off, smokey robinson & the miracles

o sol que brilha lá fora, só faz aumentar as sombras aqui dentro.

a brisa preguiçosa da, enfim, primavera, projeta saudades de casa, do tempo em que eu brincava na chuva.

é estranho não ouvir o coro cantando “dear prudence”. é estranho não sair pra brincar.

não sei em que ponto da estrada eu me deixei.

me pego sentada à beira de um caminho. ao meu lado, um piano silencioso. é como se todas as vitrolas se calassem ao mesmo tempo, como se os pássaros esquecessem suas melodias. o galo não cantou e eu perdi a alvorada, me resta esperar pela aurora.

busco poesia nas entrelinhas e encontro adeus.

solidão é meu cigarro aceso, queimando num cinzeiro, é fumaça projetando lembranças  de dias felizes. solidão só dói quando existe a consciência do mundo lá fora.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

onde é que está meu rock n´roll?

ju mancin

há tempos não fazia assim...
hoje, quinta-feira, quatro da tarde, sentei na calçada e chorei.
chorei pelo leite derramado, mas nem de leite eu gosto. na hora da sede, quem me alimenta é cachaça...


há tempos não me via ali, diante do sol de uma tarde boba e vazia.
meu telefone não tocou e em silêncio me dei conta de que me perdi por aí. [na verdade, nunca me achei]
boba que sou, esperei por um anjo que me estendesse a mão e dissesse "vai ficar tudo bem". nem o lixeiro passou...

sábado, 17 de setembro de 2011

cores de frida kahlo

Lu Minami



Ouvindo: Free as a Bird (The Beatles)



Entre o olhar intelectual e poderosamente viril e o jeito carinhoso e bobo. 
Entre eu de calça jeans e rabo de cavalo molhado ou usando meia calças sem meias intenções. 
Entre a minha caminhada solitária e bêbada prestes a cair em alguma cama morna e a sua caminhada perdida e sóbria cheia de tristeza. 
Entre o vermelho e o preto moram aqueles tons indefinidos que não apaixonam ninguém. Tons que lembram restos, coisas inacabadas, o que ninguém mais quer, tons indecisos. 
E foi exatamente isso que nos tornamos. Viramos os tons que ninguém quer, tão difícil de serem escolhidos, porque não combinam com ninguém. Ainda conservam um olhar sedutor que lembra algo bom, mas remetem às desvantagens de usar uma cor que seja o meio do caminho, que seja confusa e cause confusão. 
Te desenho em pinceladas indefinidas, em cores cada vez mais misturadas, que me lembram cheiros que não grudam mais na minha pele. E sua imagem vira um borrão que não consigo mais recordar com definição e os poucos traços vem sempre acompanhados de alguma sensação ruim, algo que treme, que repele, que acaba. Que morre. 
Outro dia você me abraçou, ao mesmo tempo em que eu te afastei. E pela primeira vez em tanto tempo, eu não senti seu cheiro. Não senti sua pele e nem sua mão ao redor da minha cintura, nem seus lábios no meu rosto e nem os seus olhos me incomodaram mais. E eu me senti partindo. E não o contrário. 

Eu vivo em busca de cores fortes, porque nasci para isso. Ou para nenhuma cor. 
Mas não nasci para não contrastar com o mundo. 

E essa, meu amor antigo, é a maior prova de que o fim chegou para nós.
Já não existe o que pintar, o que colorir e o que preencher.  


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

dois. um. dois.

anônimo de mim mesma


ouvindo: qualquer coisa do roy orbinson


Há quanto tempo estamos nessa? Faz tempo, mas nosso jogo é demorado e não faz mal. Me beija? Calma, a gente não faz isso. É que eu bebi duas garrafas de vinho e estou ansiosa, ando com vontade de um abraço mais longo de algumas horas. Eu te abraço, mas fica de roupa, não tira. Só a calça, quero minhas pernas livres, você não gosta? Gosto mais dos seus peitos. Eu tiro a blusa se você tirar sua camiseta I love NY, afinal porque todo mundo ama essa cidade, ninguém se ama lá. Eu sou capaz de amar qualquer um. Você é mesmo, ou finge que é? Tirei a camiseta, posso te abraçar sem blusa? Pode, mas só se durar a noite inteira. A gente pode tentar, vem aqui. Posso te chupar? Não, a gente não faz isso, porra. Mas eu quero o gosto. Calma, senta aqui, não... deita aqui, isso, abre as pernas. Mas eu não vou te chupar e nem você? Você fala demais. Deixa eu pelo menos colocar a mão e olhar para você. Você é uma princesa. Cala a boca, eu não quero ser sua princesa, só se eu puder olhar para você. Não, olhar é errado, isso vai dar merda. O que, olhar? É, olhar provoca um laço. A gente se ama, não é? Sim, eu te amo para sempre. Então qual é o problema de olhar para mim enquanto a gente trepa? Não diz essa palavra, que feio. Trepar, trepar, trepar, eu vim aqui para dar para você. Eu preferia que você tivesse vindo só para se provar. Não, eu vim aqui porque eu quero você dentro de mim finalmente depois de tanto tempo. Eu já moro no seu peito. Não, você mora na minha cabeça, eu te quero para que você passe a ocupar meu peito e minha alma aos poucos. É muita filosofia para quem está pelada. Então me beija. Não, já te disse que isso a gente não faz. Então me come de costas, sei lá, me olha como se eu estivesse prestes a ir embora. Me chupa. Não, eu não quero mais. E por que isso agora? Porque fiquei constrangida. Você é deliciosa. Cala a boca, me deixa em paz e não olha para mim. Meu deus, como você é linda. Não olha, vira para lá, de repente me deu vontade de ir embora mesmo. Fica. Você não gosta que durmam aqui, seu beijo ganhou prêmio de melhor do ano. É, eu não gosto mesmo, mas não quero que você vá, você sempre teve essa tatuagem? Faz uns anos que tenho. Eu nunca tinha visto, mas você me deu uma foto há um ano atrás que fica no meu carro me fazendo companhia, então toda vez que estou dirigindo me lembro de você. Eu lembro de você o tempo todo. Você é muito gostosa, fica e me dá mais um beijo. Por quanto tempo? Mais cinco. Trepadas ou minutos? Vidas. É impossível ficar 5 vidas com alguém. Cadê a camisinha? Você não colocou? Não, espera. Coloca logo e continua conversando comigo. Sobe aqui. Eu subo, mas não me olha, assim dói um pouco. Não quero te machucar. É normal, tenta mais. Não quero que doa, você está com frio? Não, eu tremo quando fico com tesão, você não geme? Hum, não. Eu acho estranho gozar em silêncio. Me abraça e fica. Até quando? Para sempre. É muito tempo, mais quinze? Tá bom. Acabou né? Acho que sim. Eu te amo. É, eu também.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

.F.É.R.I.A.S.

ju mancin

d °_° b The Complet Million Dollar Quartet [full album]

IMG_1369

sabe aqueles sonhos em que sonhamos aos 5 ou 6 anos de idade, ou sei lá, 10, 11? então, eu tinha um: viajar pelos EUA.

tive a fase Disney, aos 12 anos. California, [ubber ulles] aos 16. caí de amores pela Lousiana, pelo Tennessee. aos 29, Kerouac e Hunter Thompson me mostraram a route 66 e o deserto, lembrei da grande serpente de Jim Morrison. Nova Iorque e Woody Allen, Friends, e todos aqueles filmes lindos que envolvem risadas, romances e algum chororo. enfim… foram anos cultivando um amor meio platônico e não correspondido.

não correspondido até agora, porque amanheceu, peguei minha viola, botei na sacola e fui viajar.

os relatos da minha aventura pelas terras de Barak Obama, junto com a Ligia, @acetone_ no twitter, estão sendo narrados aqui =====> www.deumaestrelacadenteaoutra.wordpress.com, para deleite de nossos stalkers, digo, queridos leitores.

cola lá que tá bonito, gente!

volto em breve, cheia de história pra contar e o coração cheio de saudades.

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