segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

.na estrada.

ju mancin

d °_° b trem pras estrelas, cazuza

esse post começa na estrada. nalgum ponto entre são paulo e jurupema. e não sei bem onde vai terminar, creio eu que em 2009. num ano novo.

esse post, como tudo em mim, começa na estrada e segue até que chegue o fim. da janela vejo pessoas, paisagens, nuvens e nuvens e nuvens. vejo sonhos deixados pra trás. sinto. sinto saudade, frio, medo. sinto solidão. já não mais dor. só saudade. muita saudade de todos aqueles ontens.

esse post é mais um daqueles, que dizem nada, dizem tudo. daqueles que escondem mais um de tantos dos meus segredos. isso me serve de escape, fujo um pouco da loucura a cada linha, a cada verso [sem rima].

entre verdes pastos uma bela pintura diante de mim. carros, placas, faixas. o céu me mostra o caminho. sim! num pé de vento, você vai me ver passar...porque meu bem, eu agora sei voar.

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não sei porque você se foi. quantas saudades eu senti...

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como eu havia imaginado, esse post que nasceu entre a babilônia e o jardim do éden, culminou aqui, entre as quatro paredes desse meu presídio doméstico, olhando as rachaduras, os livros na estante, a janela sem luar. enfim é ano novo!

sim, eu esperei virar o dígito, mesmo sabendo que o ano novo se faz dentro de mim, dessa vez apelei pros mitos populares, ainda que não tenha pulado as sete ondinhas, acendi vela pra iemanjá, rezei pra são jorge e joguei flores pras minhas antepassadas. vi o dia nascer feliz com um brinde ao que virá.

infinito o oito do dois mil e oito...

esse sim, será pra mim, o ano eterno. duras despedidas. o enterro das coisas findas e lindas. e a mais honesta de todas as minhas conclusões: RATOS NÃO VIRAM PRÍNCIPES!

Feliz Todos os Dias!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

supondo que fosse...

jú mancin

d °_° b deixa estar, los hermanos

...31 de dezembro de 2008, 23 horas e 45 minutos. e que estivéssemos a quinze minutos do fim desse ano. não! quinze minutos do ano novo, da vida nova. eu me despediria desse 2008 com um belo chute na bunda, daqueles bem redondinhos, bem encaixados, tipo aqueles chutes de escanteio que mandam a bola no ângulo. faria um gol olímpico com essa droga de ano derrotado e de aparência cinza. chutaria no ângulo pra tentar encaixar essa miséria nalgum lugar que não fosse o bueiro escuro em que me enfiei. e depois, brindaria ao ano novo. e desejaria a todos a paz que desejo a mim mesma. desejaria muito samba e rock n´roll. desejaria os meus amigos, os meus amores, os meus sabores. desejaria a ti o melhor de mim e a mim, tudo de ti; e sonhos, muitos sonhos, pé no chão é demodê, [vamos voar, a vida tem algo mais para dar!]. psicodelia por todos os poros.

meu discurso de ano novo seria em torno da sorte. é isso!

um tanto de inspiração, mais um tanto de transpiração.

vida longa aos seres imortais que habitam esse meu emaranhado confuso de idéias. desejaria um dois mil e nove com cara de lisergia, sabor de frutas vermelhas com vodka e cheiro de chuva e terra molhada.

desejaria o fim das coisas velhas e um bom recomeço para cada uma delas.

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supondo que estivéssemos a quinze minutos do ano novo, eu só poderia desejar, do fundo do meu coração, à todos aqueles que me são caros [e raros] muita queda livre em chão macio, bossa n´roll e muita, muita, muita sorte!

.é 23.

ju mancin

d °_° b piper at the gates of dawn [o álbum], pink floyd

saudade!

[eu não tenho condições de dizer algo que não pareça rídculo ou exagerado.

uma palavra boba, INtraduzível noutra língua.

uma flecha de fogo, que corta a alma, o corpo.

a única que traduz a tua ausência fazendo silêncio em todo lugar.

...metade de mim agora é assim, de um lado a poesia, o verbo e do outro força e coragem pra chegar no fim...]

sábado, 20 de dezembro de 2008

bom dia sol!

ju mancin

d *_* b somebody to love, jefferson airplane

a noite cai e sobra sombra

vislumbro um futuro

de imagens fantásticas

no céu de baunilha o silêncio

Silêncio!

enfim o fim.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Novo ano, novas regras

Lu Minami

Ouvindo: I can´t explain
(The Who)


Ando sem inspiração.
De novo, moça?
Ah, de novo.

Quando a gente pára de sentir, pára de escrever. E agora que em 2009 tudo vai mudar de jeito, de lugar, de sentir e de falar, tudo vai ficar ainda mais difícil.

Tem ou não tem mais acento? Plurais, como ficam? Trema? Ah, não usava mesmo, sentirei menos. E o hífen? Como vou dizer guarda-chuva ou pára-raio? Tudo junto fica menos dramático, mais corriqueiro. Vai soar errado como guardar a chuva em algum canto ou se guardar dela. Ou parar o raio e guardá-lo para alguma ocasião que exija trovões.

E a falta de acento? Não tem mais na bóia, na clarabóia, na colméia, Zé Colméia! Pára de paranóia que não tem mais acento na nóia e nem na Coréia. Tá jóia, debilóide, faço o que com esse monte de tracinho agudo? Cadê o enfático, o agudo, o grito, o berro?

Tanta coisa nova no jeito de escrever. No jeito de sentir. De saber que todos têm, vêm, vêem e agora? Agora todo mundo vai igualzinho, sozinho ou acompanhado. E sem chapéuzinho.

Voltando ao hífen, escrever tudo junto o que antes era separado é esquisito. Quer dizer, tudo fazia mais sentido com a pausa do tracinho. Parecia que te preparava para o significado da palavra. Sub, por exemplo. Você sabia que era abaixo de algo. E agora sub-humano virou subumano. As ofensas ficaram meio patéticas. Como é que você vai xingar alguém de sub-humano??? [Ae, seu SUBUMANO de merda!]

E tem mais. Juntaram semirreta, contrarregra, antirreligioso, antirrugas (dá mais ruga só de falar), superamigo (parece coisa de amigo que superou trauma). Mas ex-namorado, ex-amante, ex-marido, continua separado. Isso nem a gramática nova juntou. Mas isso não é a gramática que faz, é pura química.

Em 2009, vou ter que mudar o jeito de escrever. Simplificar, ir direto ao ponto, com menos curvas e traços. E eu que amava ditongos, hiatos, acentos, hífens e paroxítonas vou ter que dar um jeito de escrever tudo que há de errado em mim de um jeito novo, para ser lido em qualquer lugar do mundo que fale minha língua. Apesar de eu achar que para tudo isso, não precisa de regra e muito menos de geografia.

Na verdade, acho que tô precisando mesmo é de uma revolução na química e na física mesmo.

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