domingo, 14 de dezembro de 2008

.december sucks.

jú mancin

d °_° b feel good hit of the summer, QOTSA

só pra não perder o costume. em dezembro a ordem é:

não existe ordem!

é proibido proibir!

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.nicotine, valium, vicodine, marijuana, ecstasy and alcohol.

. . . . . c.c.c.c.c.c.co.caaaaaaain. . . . .

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

.arroz, feijão e carne de panela.

ju mancin

d °_° b brain damage, pink floyd

dia desses, fui comemorar os 23 anos de um anjo. uma daquelas pessoas, que algumas outras pessoas chamam de excepcionais.

sim, eu também o acho excepcional. excepcionalmente puro, excepcionalmente lindo. uma sábia criança de 23 anos. um humano excepcional, daqueles que não se encontra por aí.

aí, bem na hora de cortar o bolo:

- anjo, não se esqueça do pedido!

e o anjo, muito puramente:

- ah...eu queeeero, hmmm...arroz, feijão e carne de panela!

risos...

fiquei pensando...tô com ele e não abro. é bem por aí. carreira, dinheiro, canudo é para os fracos. o negócio é arroz, feijão e carne de panela!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Elefantes nunca lembram

Lu Minami


Ouvindo: Johnny was
(Bob Marley)



Penso, calo, reflito, cresço. Cresço?

O embrião de algo maior pousa aqui dentro com a delicadeza de um elefante manco, esperando o dia de voltar à tona, de sair pela culatra e explodir em alguém. [Alguns alguéns]

Cresço porque preciso expandir. Meus espaços ocos, minhas idéias tolas, meus textos tristes, um pouco da minha loucura. O restante guardo para as minhas esperas infindáveis, formidáveis, alucinadas e desesperadas.

Faço uma lista. De desejos. De resoluções. De mudar. De dar meia-volta, volver. Verei. Viverei.

Meus ciclos vão ficando cada vez mais rápidos, meu relógio tende a correr, escorrer o tempo rápido, sem sentir. E meus problemas passam a ser de meia-hora.
Minhas corridas, partidas e chegadas, meias palavras, coração pela metade, copos meio vazios, meias verdades. Minha São Paulo, a cidade da meia-hora.

- Vem?
- Chego em meia-hora.
- Vai?
- Vou em meia-hora.
- Ama?
- Em meia-hora faremos amor. E concluir que não há solução para essa solidão.
- Chora?
- Meu pranto dura meia-hora, mais ou menos. Menos para o mundo, mais para mim.
- Só?
- Um pouco mais, deixe dar meia-hora.

Dezembro. Ah... dezembro.
Vivo menos os seus dias para chegar logo no inédito.
Sabendo que será tudo como sempre foi.
Pela metade.
Manca e desajeitada.
E sem a memória que todo bom elefante deve ter.

mallu e o camelo

mancin

d °_* b o herói e o marginal, mallu magalhães

ela 16, ele 33.

lindos. talentosos. decididos. JUNTOS!

todos felizes, né?!

NÃO!

porque hipocrisia tem sempre que pintar em cima das obras de arte...

imagina?! onde já se viu? ela é uma criança...

pô bichô?! tem criança de quatorze anos, vendendo o corpo por aí pra senhores respeitáveis, senhores juízes, senhores deputados, senhores senadores. tem pai tacando filho pela janelinha do trem em movimento...

o que esperavam de uma adolescete que sobe ao palco com um violão embaixo do braço, canta e encanta uma platéia habituada ao like a rolling stone way of life? que ela perdesse tempo tentando convencer um garoto babaca de 16 anos de que a vida é mais interessante que a bunda da gostosa do big brother?

bah...dá um tempo negada, pra uma menina como ela, um tonto de 16 não basta, e me baseando pela maioria dos imbecis que eu conheço, nem os de 26 valeriam uma polêmica. já que é pra causar, que seja em grande estilo...entre macacos, bufalos, urubus, dromedários e toda a safra de um zoológico bizonho, certíssima tá a mallu, que optou pelo [charmoso] camelo.

essa é das minhas.

e tenho dito!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

.3000 pés.

mancin

d °_° b black, pearl jam

a tarde seguia quente, bonita. ainda mais bonita ali, bem no meio daquele pequeno jardim, que outrora fora o refúgio daqueles dois estranhos.

encontraram-se por acaso, ali, naquela tarde quente. conversaram. falaram de amenidades do cotidiano, cinema, trabalho, música, trânsito, tempo...falaram da vida. da vida de um, da vida do outro, da vida dos dois...

beijaram-se por acaso...

o jardim, em festa iluminou-se com o sol belo daquela tarde dourada. o chão tremeu, nem sentiram, estavam voando.

em meio a sussurros vagaram pelo passado, sonharam com o futuro.

um vento fresco cobriu o jardim, prenúncio da chuva, que viria testemunhar o espetáculo proporcionado por aqueles dois corpos desnudos, envoltos apenas num manto de desejo.

amaram-se por acaso, bem ali, no centro daquele jardim. cederam aos encantos daquela tarde quente, banharam-se na água da chuva, rolaram na grama, na lama...

devoraram-se...

lambuzaram-se...

embalaram-se...

e dormiram-se...assim, um no corpo do outro e sonharam-se, um na vida do outro.

a lua indiscreta cobriu o céu, fez-se noite no jardim.

despertaram-se...

desconheceram-se...

e por fim, quase que por acaso, separaram-se, ali, bem no meio do antigo jardim dos segredos de outrora.

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