jú mancin
d °_° b black, pearl jam
a tarde seguia quente, bonita. ainda mais bonita ali, bem no meio daquele pequeno jardim, que outrora fora o refúgio daqueles dois estranhos.
encontraram-se por acaso, ali, naquela tarde quente. conversaram. falaram de amenidades do cotidiano, cinema, trabalho, música, trânsito, tempo...falaram da vida. da vida de um, da vida do outro, da vida dos dois...
beijaram-se por acaso...
o jardim, em festa iluminou-se com o sol belo daquela tarde dourada. o chão tremeu, nem sentiram, estavam voando.
em meio a sussurros vagaram pelo passado, sonharam com o futuro.
um vento fresco cobriu o jardim, prenúncio da chuva, que viria testemunhar o espetáculo proporcionado por aqueles dois corpos desnudos, envoltos apenas num manto de desejo.
amaram-se por acaso, bem ali, no centro daquele jardim. cederam aos encantos daquela tarde quente, banharam-se na água da chuva, rolaram na grama, na lama...
devoraram-se...
lambuzaram-se...
embalaram-se...
e dormiram-se...assim, um no corpo do outro e sonharam-se, um na vida do outro.
a lua indiscreta cobriu o céu, fez-se noite no jardim.
despertaram-se...
desconheceram-se...
e por fim, quase que por acaso, separaram-se, ali, bem no meio do antigo jardim dos segredos de outrora.